domingo, 27 de abril de 2008

Para polemizar...


Sempre que eu digo: não sou batizada, a pergunta seguinte, obrigatória, é: mas qual a sua religião?

Ei, vamos combinar uma coisa: não há nada neste mundo que obrigue qualquer ser humano a TER uma religião!

(Assim como não é obrigatório TER um time de futebol para torcer (coisa que também não tenho...)!!! mas esta vamos deixa para a próxima...)

Imagina-se, claro, que morando em um país de maioria católica como o nosso o natural seria ter esta religião... assim como um default... kit básico, tipo: nasceu, batizou, virou católico! É... mas as coisas não são tão simples assim... Eu respeito muito a decisão da minha mãe em não impor a mim e a meus irmãos uma religião quando só sabíamos o que era fralda e mamadeira... Já me disseram: mas o batismo é uma confirmação de fé dos pais! Mais uma decisão acertada: os meus nunca acreditaram na religião católica! Sendo assim, seria hipócrita da parte deles fazerem isto conosco...

Bom, sei que o tempo passou e eu só fui descobrir que não era batizada quando, depois de frequentar todas as aulas de catecismo, não pude seguir adiante (fazer a crisma, acho) porque não tinha o tal batismo. Na época foi um choque para mim, pois até então eu não sabia... Minha mãe não quis que eu me batizasse às pressas e com o tempo eu esqueci a história...

O próximo impasse se daria às vésperas do casamento. No início relutei em ter uma cerimônia religiosa, mas, com receio que uma cerimônia de um juiz de paz fosse algo muito mecânico, cedi e fomos atrás... Mais uma bongada por não ser batizada: a igreja católica romana exige que ambos sejam batizados... Ele era, eu não! Por sorte, um casal de amigos estava prestes a se casar também e haviam escolhido um tal reverendo, muito bacana, que havia sido professor da noiva. Realmente, ele é uma pessoa sensacional, faz de uma cerimônia algo leve, tranquilo e nada pedante. Foi assim que fomos introduzidos à igreja católica anglicana. Lá, apenas um dos dois precisa ser batizado para celebrar seu casamento. (A esta altura seria mais uma hipocrisia minha me batizar às pressas apenas para casar!!!).

Hoje, não sinto falta de um batismo, nem nada... Me satisfaço plenamente frequentando a igreja anglicana. Lá me sinto feliz, tenho paz... acho que é isso que importa: frequentar um lugar onde você se sente bem!

O que me incomoda no assunto "religião" é quando se faz disso motivo para levantar bandeira, fazer alarde, causar guerras, discussões (que são inúteis: cada cabeça uma sentença)...

Me incomoda saber que por anos a religião atrasou uma série de avanços na ciência, e ainda tenta fazê-lo (o que foi a sra. Zilda Arns da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sendo a única a votar contra o apoio às pesquisas com células tronco???).

Me incomoda saber que por causa de opiniões contrárias no quesito religião, muitas guerras ainda persistem! Há nações divididas por causa disso!!!

Aí eu penso: a religião não deveria UNIR, AGREGAR, SER MOTIVO DE AMOR AO PRÓXIMO?

Ah tá então...



Dica de livro: A viagem de Theo - O universo das religiões é o tema deste livro. A Viagem de Théo consegue divulgar conhecimentos ao mesmo tempo em que conta uma história profundamente humana.

domingo, 20 de abril de 2008

Noiva pobre, marido rico

Será que ele abre uma conta em nome dela, dá cartão de crédito ou diz para mandar as contas para a secretária?
CASAMENTO JÁ é difícil; casamento com marido rico, por incrível que pareça, é mais difícil ainda. Costuma caber à família da noiva bancar o vestido, o enxoval e todas as despesas. Afinal, um casamento é um casamento, e existem a igreja, as flores, a música, o vestido da mãe da noiva, da irmã da noiva, da avó da noiva, as damas de honra, e a festa propriamente dita. E o champanhe, claro. Se o noivo for rico e se oferecer para bancar todas as despesas, fica tudo mais fácil. Afinal, tem que fazer bonito perante a família dele, os amigos dele etc.
Mas depois da lua-de-mel começa a vida real, e chega a hora de conversar sobre as despesas da casa. Falar de dinheiro é sempre um estresse, e entre apaixonados, pior ainda. Será que ele abre uma conta no banco em nome dela, dá um cartão de crédito, ou diz para mandar as contas para a secretária?
Ela precisa saber até quanto pode gastar; será que ele diz? Assunto difícil, mesmo vindo de um marido. E se ele não disser, será que ela pergunta? E se resolver passar num shopping e comprar um vestidinho, tudo bem, ou ele pode achar ruim?
Detalhe: quanto mais rico ele for, pior. Se houver um teto para os gastos, ela pode achar que, diante da fortuna dele, é pouco; se não houver limite, ela pode sair gastando que nem uma louca -afinal, quem nunca comeu melado etc. Ele vai ter que dizer qual o limite, ela pode não gostar, aí já viu.
E em viagem? Um homem ao lado, pagando cada conta, nem pensar; e toda mulher precisa de um dinheirinho de bolso para comprar um chocolate, um batom, umas coisinhas de farmácia, pagar um táxi. Será que de manhã, na hora de sair, ele põe uma nota de cem dólares na bolsa dela, assim como quem não quer nada? Pedir ela não pede, mas se tiver um cartão de crédito daqueles dourados, ou o mais mais de todos, o de platina, pode ouvir um "vê lá se não exagera nas compras, hein?" Detalhe: se gastar muito pouco é capaz de ele achar que ela tem cabeça de pobre -é, tem homem assim. São raros mas existem.
Digamos que o casal seja convidado para uma festa. Uma festa não é só um lindo vestido: tem sapato, bolsa e jóias. Ela faz charme e diz que quer comprar um vestido bem bonito para ser a mais linda da festa -para ele. Mas pergunta até quanto? E homem lá sabe quanto custa roupa de mulher? Uma complicação.
Outro problema: se ela -que é pobrinha- se casa com ele -que é rico-, como fica a família dela? O irmão, que nunca foi nem a Búzios, passa a ter direito a férias em Nova York ou continua a ter como sonho de consumo ir a Porto Seguro, de ônibus, passar uma semana? Um terreno mais do que fértil para grandes embates: ou ela briga com o marido, ou o irmão briga com ela. Ele pode dizer, cheio de razão, que se casou com ela, não com a família dela.
Mas na hora em que ele negar a seu querido cunhado o que para ele seria uma migalha, ela vai continuar no mesmo bom humor? Exceto nos romances, filmes e novelas, essa história de mulher pobre que se casa com homem rico é muito complicada; mas Deus é grande e o final é sempre feliz -as mulheres têm jogo de cintura e se habituam a qualquer coisa na vida, até a um marido rico.
Difícil, mas difícil mesmo, é quando um homem pobre se casa com uma mulher rica. Começa no namoro; na hora de pagar a primeira conta do restaurante, quem puxa o cartão de crédito?
Danuza Leão

sábado, 19 de abril de 2008

Post roubado

EU APRENDI

que eu não posso exigir o amor de ninguém. Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência para que a vida faça o resto;

que não importa o quanto certas coisas são importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e jamais conseguirei convencê-las;

que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.

EU APRENDI

que posso usar meu charme por apenas 15 minutos; depois disso, preciso saber do que estou falando;

que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida;

que, por mais que você corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos de nosso caminho.

EU APRENDI

que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência;

que posso ir além dos limites que eu próprio me coloquei;

que eu preciso escolher entre controlar meu pensamento ou ser controlado por ele.

EU APRENDI

que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem;

que perdoar exige muita prática;

que há muita gente que gosta de mim, mas que não consegue expressar isso.

EU APRENDI

que, nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar minha vida;

que eu posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel;

que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos sãoimpossíveis.Será uma tragédia para o mundo se eu conseguir convencê-la disso.

EU APRENDI

que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, e eu tenho que me acostumar com isso;

que não é o bastante ser perdoado pelos outros; eu preciso me perdoar primeiro;

que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.

EU APRENDI

que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu fiz quando adulto;

que, numa briga, eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver;

que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem.E quando duas pessoas não discutem, não significa que elas se amem.

EU APRENDI

que, por mais que eu queira proteger meus filhos, eles vão se machucar e eu também serei machucado, isso faz parte da vida;

que minha existência pode mudar para sempre em poucas horas, por causa de gente que nunca vi antes;

que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.

EU APRENDI

que a palavra "amor" perde o seu sentido, quando usada sem critério;

que certas pessoas vão embora de qualquer maneira;

que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas que eu acredito.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Realidade


Da traseira de um caminhão:


O sonho me dá o que a vida me nega.


verdadeverdadeverdade...